Curso para capacitação de evangelizadores
Publicado sábado, 18 dezembro, 2010 por Adão SallesCategorias: DIJ, Divulgação
Etiquetas: CEE, DIJ, evangelização, eventos
Festa de Confraternização CEE 2010
Publicado domingo, 28 novembro, 2010 por Adão SallesCategorias: ESDE
Etiquetas: ESDE, eventos
No último sábado (27/11/10) foi realizada a festa de confraternização dos trabalhadores e frequentadores da Comunidade Espírita Esperança, versão 2010.
Estiveram presentes mais de 200 pessoas que aproveitaram bastante a comida e as bebidas, de ótima qualidade, além de dançarem bastante. A noite foi abrilhantada pela presença desses diversos trabalhadores e seus famíliares de todos os grupos que compõem a CEE. A festa rolou até as 2:00 da madrugada.
Apresentação de Projeto de Pesquisa Espírita
Publicado quarta-feira, 24 novembro, 2010 por Adão SallesCategorias: DIJ
Etiquetas: DIJ, domingo, eventos
Atualizamos o álbum digital com fotos gentilmente cedidas por nossa colaboradora Estela Rold.
No último domingo (21/11/10) o Dij (Departamento da Infância e Juventude) da CEE realizou a apresentação do PEPE (Projeto educacional de pesquisa espírita) com o tema: “O Centenário de Chico Xavier”.
Trata-se da apresentação de trabalhos que envolveram todos os evangelizandos e evangelizadores da CEE, visando motivar nos alunos o hábito da leitura e pesquisa na literatura espírita.
Um grande evento, como vocês podem acompanhar pelas fotos abaixo, que contou com a presença de pais e frequentadores da casa.
Alunos da evangelização apresentam teatro na CEE
Publicado quarta-feira, 27 outubro, 2010 por Adão SallesCategorias: DIJ
Etiquetas: DIJ, evangelização, eventos
Clique na foto abaixo para abrir o álbum virtual.
Apresentação da peça teatral “O reino das borboletas brancas” nos dias 13 e 14 de outubro de 2010.
By Angela DaherO livro o Reino das Borboletas Brancas de autoria de Marli assunção Gomes Pereira, foi adaptada a uma peça teatral para ser apresentada em homenagem ao Dia das Crianças. A história passa mensagem de: Amizade, Aceitação do Próximo, Solidariedade e União. Fala da discriminação do Reino das Borboletas Brancas que só convivia com as flores brancas e excluia as flores coloridas que pertenciam a outro reino. As flores coloridas na nossa realidade são as crianças pobres, deficientes, tímidas, negras ou que por algum motivo são discriminadas pelas crianças que se consideram melhores que elas. A rainha são as mães que não permitem a convivência de seus filhos com os excluídos. Este universo é visto claramente nas escolas. É uma historia para ser refletida junto aos pais, filhos e professores.
O objetivo do teatro foi passar essa mensagem para as crianças e pais.
Adaptação do texto e coordenação: Angela Borges Daher
Personagens: Alunos do maternal/jardim/I,II,III ciclos da infância de 4ª Feira.
Cenário/Arte: Rosane Tristão
Ensaio: Angela, Patrícia e Alice.
Figurino e apoio: Colaboração dos Pais
Após a apresentação os evangelizadores serviram lanche para confraternizar com as crianças.
Lindos Casos de Bezerra de Menezes 7
Publicado terça-feira, 26 outubro, 2010 por Adão SallesCategorias: Livros
Etiquetas: lindos casos, Livro
PRIMEIROS SUSTOS…
Ramiro Gama
Depois de havermos feito a conferência no Grupo Espírita Fé e Esperança, satisfeito com as bênçãos recebidas, fomos gozar nossas férias de dezembro, em Minas, numa fazenda de amigos, situada em Santa Helena.
Levamos conosco uma caixa de remédios homeopáticos.
E, num meio familiar de gente boa e simples, amiga e crente, estreamos nossa humilde mediunidade curadora e intuitiva.
Demos passes em muitos doentes, fluidificamos-lhes a água e lhes distribuímos, gratuitamente, a homeopatia.
No fim de uma semana, éramos chamados para atender a muitos enfermos do corpo e da alma.
Todavia, irmãos outros, residentes naqueles redores, fazedores de chás, curandeiros insensíveis, que exploravam seus irmãos, cobrando-lhes grandes importâncias em dinheiro pelas suas visitas e beberagens, sentiram-se contrariados com a nossa chegada, com o nosso modo de proceder e nos vigiavam.
Numa manhã, (e bem nos lembramos ainda assustados) fomos chamados para assistir uma senhora pobre.
Concebera uma linda menina e achava-se com febre e em estado de extrema fraqueza e miséria.
Comparecemos acompanhado do caríssimo irmão Manoel Epaminondas e verificamos que a enferma era portadora de febre puerperal e pneumonia e residia numa casa toda esburacada, sem nenhum conforto.
Seu marido, um pobre homem, crente e humilde, vivia de biscates como barbeiro.
Demos passes na doente e lhe fluidificamos um garrafão d’água.
É preciso declararmos, aqui, que nada fazíamos sem antes pedirmos a ajuda do mais alto pensando no espírito do bondoso Dr. Bezerra de Menezes.
Por intuição desse espírito caridoso, demos determinados remédios homeopáticos à irmã enferma. E, porque nos sabíamos vigiados, tivemos os primeiros sustos na tarefa mediúnica, tanto mais quanto alguns familiares nos sobreavisavam:
— E se a mulher morre! Então, você será procurado pela policia e terá que prestar dolorosas contas.
Passamos, pois, uma noite cheia de receios, de pungentes apreensões…
Pela madrugada, alguém bate à janela de nosso quarto. Mais amedrontados ficáramos e com a impressão de que a nossa doente havia desencarnado.
Levantamos e, conosco, assustados, levantaram todos os familiares.
Fomos ver quem batia. Era o barbeiro, o marido de nossa doente, que, com lágrimas nos olhos e gaguejando, nos foi dizendo:
— Moço, dê-nos novo remédio, nossa mulher melhorou muito. Já está sem febre e pediu-nos alimento.
Ganhamos alma nova.
Demos-lhe, satisfeitos, outro garrafão de água fluídica. Depois, fomos ver a nossa enferma e, de novo, sob a assistência de Bezerra de Menezes e do Padre Germano, lhe demos passes e mais água fluida, deixando-lhe novos medicamentos homeopáticos.
No fim de uma semana, graças a Deus, estava tora de perigo.
E, mais tarde, ficara totalmente curada.
Os vizinhos, condoídos do acontecimento, levaram-lhe alimentos, roupas e frutas.
Até o barbeiro logrou uma colocação numa venda pouco distante.
Quando regressamos, se bem que ainda doente, sentindo, de quando em quando, tonteiras e algo chicoteando nosso sistema nervoso, trazíamos um paraíso na alma, pelos sustos abençoados que tomamos e pelas bênçãos recebidas da Misericórdia de Deus!
E nossa estrada de Damasco estava à vista…
Lindos Casos de Bezerra de Menezes 6
Publicado segunda-feira, 25 outubro, 2010 por Adão SallesCategorias: Livros
Etiquetas: lindos casos, Livro
RESSARCINDO FALTAS PASSADAS
Ramiro Gama
Com os mortos que estão de pé
Ano de 1929.
Já casados, fomos residir em Entre-Rios.
Tínhamos, então, já sincera simpatia pelo espiritismo, graças à proteção do espírito de Bezerra de Menezes e ao convívio valoroso com Benevenuto Berna, Guima, Raul Pederneiras e outros espíritas e espiritualistas cariocas.
Por isto, em 22 de novembro de 1931, a convite da bondosa família Arneiro, fizemos no Grupo Espírita Fé e Esperança uma palestra sobre o tema: História de um Coração, focando a personalidade caritativa de Manoel Pessoa de Campos, já aí vivendo na espiritualidade.
De início, penitenciamo-nos de nosso passado, da crítica injusta que fizeramos ao grande e saudoso irmão.
E, quando, sinceramente, diante de uma grande assistência, lhe pedíamos perdão de nossa falta, sentimos-lhe a presença amorosa e choramos de emoção e, conosco, quase toda a assistência.
E, logo em seguida, tentamos ler nossa palestra sobre Manoel Pessoa de Campos.
E não era apenas a comoção mas sentíamos que estávamos em conflito com nossos dons mediúnicos.
Havíamos escrito uma coisa e, ali, nosso espírito, por intuição, desejava dizer algo diferente. Espíritos amigos, à frente o de Manoel Pessoa de Campos, desejavam nos dar uma lição, um batismo de verdade, para que, a serviço do Mestre, aprendêssemos a confiar menos em nós e mais na misericórdia divina, nas línguas de fogo de um novo Pentecostes, que o Espiritismo vitoria na mediunidade gloriosa.
E fizeram que olhássemos para as janelas frontais da grande sala.., para nelas lobrigarmos alguns moços sorrindo, como que provocando-nos, dando de si uma demonstração de curiosidade, uma como experimentação para o novo orador.
Era o pretexto almejado. E o incêndio veio.
E, deixando de lado o discurso escrito, e sentindo ao nosso lado figuras luminosas, duas das quais particularizamos como sendo de Manoel Pessoa de Campos e Bezerra de Menezes, improvisamos nossa palestra, dedicando-a aos moços, ressaltando nossos deveres para com Jesus, situando a gravidade do momento que vivíamos e ainda vivemos trazendo à tona raios de luz da vida exemplar de Manoel Pessoa de Campos, cuja mocidade fora toda votiva ao bem do seu próximo, ao trabalho humilde e valoroso de Jesus qual o de dar sem esperar recompensa.
A surpresa foi geral.
Para nós que ali nos batizáramos…
E para os assistentes, inclusive para os moços, que não esperavam o acontecimento, algo novo, que a todos encantara, surpreendera, beneficiara e ensejara entender que não estávamos sozinhos na luta redentora e que os triunfos eram e seriam sempre menos nossos e mais, muito mais, dos mortos que estão de pé, dos esforços e das vozes do grande além, dos nossos guias e amigos da santa espiritualidade.
Vivemos, aí, a mais linda das nossas noites como espírita!
Graças a Deus!
Lindos Casos de Bezerra de Menezes 5
Publicado sexta-feira, 22 outubro, 2010 por Adão SallesCategorias: Livros
Etiquetas: lindos casos, Livro
BEZERRA DE MENEZES NOS ACOMPANHAVA OS PASSOS
Ramiro Gama
Ano de 1926.
Morávamos no Rio, viajando pelas ruas das ilusões e sem nenhum roteiro cristão.
Trabalhávamos, de dia, no escritório da central do Brasil, em companhia de alguns literatos, e, de noite, no Jornal do Brasil, onde, com o escultor Benevenuto Berna, respondíamos por pequenos biscates jornalísticos.
Numa noite, entrevistando Benevenuto Berna junto com Raul Perderneiras, dois cinzéis, dois lápis, duas penas de ouro, bastantemente consagrados, sobre urbanismo, e, em seguida, com relação ao desenho como alma do ensino, interpretamos tão fielmente o pensamento daqueles queridos amigos que o caro Guima, o secretário do jornal, não se conteve e disse-nos:
— Você é um Médium…
Ficamos surpreso, pois nada entendíamos de espiritismo.
E os bondosos irmãos, Guima e Berna, já aí veros adeptos de Kardec, nos deram uma aula preciosa sobre as verdades do consolador, citando-nos, por várias vezes, o nome respeitado de Bezerra de Menezes, conhecido como o médico dos pobres.
Receitas milagrosas, problemas graves traduzidos, curas obtidas de doentes desenganados pela medicina oficial, casos e mais casos, lindos, emocionantes, contaram-nos eles sobre Bezerra de Menezes.
Pela terceira vez, ouvíamos, encantados, o nome querido de Bezerra de Menezes.
Era o nosso anjo. Acompanhava-nos, mesmo de longe, os passos, bom que era e é, com a esperança de, um dia, lhe ouvirmos o chamado atendendo aos nossos deveres junto ao Bom Pastor, em bem de nosso próprio espírito doente e sem rumo…
Pela primeira vez, começamos a olhar com certo respeito a doutrina espírita e com sincera veneração o espírito do bondoso Dr. Bezerra de Menezes.
Uma semente de luz vingava nas terras pobres de nosso espírito, traduzindo a misericórdia de um vero servidor do pomicultor divino.
Lindos Casos de Bezerra de Menezes 4
Publicado quinta-feira, 21 outubro, 2010 por Adão SallesCategorias: Livros
Etiquetas: lindos casos, Livro
QUANDO, PELA SEGUNDA VEZ, OUVIMOS O NOME DE BEZERRA DE MENEZES
Ramiro Gama
Em três de maio de 1922, o Grupo Espírita Fé e Esperança, como o querido Campos previra, foi inaugurado.
Por intermédio de terceiros, soubemos da grande solenidade.
De longe em longe, passávamos pela sua frente.
E sentíamos uma profunda dor dentro do coração, por dois motivos: por havermos magoado o espírito de um homem de bem e por não ser aquele imóvel, tão grande e tão belo, o grupo escolar de Entre-Rios…
Em 24 de junho de 1922, o Fé e Esperança anunciara, publicamente, a solenidade comemorativa de seu patrono João Batista, com uma conferência, que seria pronunciada pelo estimado e conhecido tribuno Viana de Carvalho, no dizer de Manuel Quintão, um dos valores espíritas mais sinceros e cultos.
Dirigíamos uma escola e ainda o semanário O Entre-Rios e, mais por curiosidade e também para buscarmos assunto novo para o nosso jornal, fomos assistir à conferência anunciada.
Encantamo-nos da cultura, da inspiração e do verbo eloquente do grande orador espírita.
Focando um assunto evangélico, parece-nos, sobre a Parábola dos Talentos, arrebatou-nos, comoveu-nos, surpreendeu-nos, levando-nos ao coração a semente primeira dos ensinos santos de Jesus.
Para documentar suas razões, citou lindos casos da vida de Bezerra de Menezes, o primeiro dos espíritas do Brasil que, não pondo a candeia debaixo do alqueire e demonstrando coragem e convicção, sinceridade e abnegação na sua tarefa, colocou no candeeiro da imprensa diária do Rio, pelo jornal O País, as luzes da Terceira Revelação, os deslumbrantes conceitos sobre o livro da vida, tão ainda desconhecido e desestimado.
Fomos para casa encantados com a palavra de luz de Viana e Carvalho e com os casos lindos de Bezerra de Menezes, cujo nome, pela segunda vez, ouvíamos e, por ele, começamos a ter inusitada simpatia, tanto mais quanto fora daqueles que, na sua missão exemplar, mais aproveitaram os talentos, na possibilidade de servir, amar, ser melhor e exemplificar os ensinos do Amigo Celeste.
Dentro de nós como que caíam gotas de luz, beneficiando-nos uma semente, que começou a viver…
Lindos Casos de Bezerra de Menezes 3
Publicado quarta-feira, 20 outubro, 2010 por Adão SallesCategorias: Livros
Etiquetas: lindos casos, Livro
NESTA VERDADEIRA ESCOLA, UM DIA, VOCÊ SERÁ UM DOS NOSSOS…
Ramiro Gama
Quando, pela primeira vez, ouvimos o nome de Bezerra de Menezes
Ano de 1921.
Entre-Rios (hoje Três-Rios), então próspero distrito de Paraíba do Sul, atravessava sua fase crucial no campo da instrução.
Milhares de crianças, entre Se 12 anos, viviam analfabetas, por falta de um grupo escolar.
Corri uma população de mais de dez mil habitantes, Entre-Rios possuía apenas duas escolas públicas, que atendiam, com imensa dificuldade, a algumas centenas de alunos.
O governo fluminense, no afã de solucionar o grave problema, ainda que em caráter de emergência, determinou ao seu secretário de instrução que comprasse para o primeiro distrito paraibano do sul um imóvel que, com algumas modificações, servisse de grupo escolar.
Em virtude de dirigirmos o semanário Entre-Rios, fomos incumbido de procurar o imóvel entressonhado.
Manoel Pessoa de Campos, um bom rico, coração generoso, espírita convicto, concluíra um grande e belo prédio à esquina da rua Barão de Rio Branco com a rua Barão de Pia- banha, hoje Prefeito Walter Francklin. Possuía esse prédio duas grandes salas, outras menores e demais dependências com todas as instalações higiênicas. Destinava-o à sede própria do Grupo Espírita Fé e Esperança.
Era apropriadíssimo para um grupo escolar, não precisando mesmo de nenhuma adaptação.
Satisfeito como achado, imediatamente, fomos procurar o bondoso Campos.
O governo fluminense ofertava-lhe cento e cinquenta mil cruzeiros pelo prédio, que, segundo soubemos, ficara em oitenta.
O Campos não deixaria de aceitar tão bela oferta, pensávamos, alegremente, pelo caminho, indo ao seu encontro.
Recebeu-nos entre surpreso e alegre.
Falamos-lhe do nosso intento. Abrimos aos seus olhos e ao seu coração o panorama tristonho em que viviam infinidades de crianças sem instrução por falta de um grupo escolar e o colocamos a par do interesse do governo fluminense em desejar comprar o lindo prédio que acabava de construir, tão apropositado para o nosso desiderato. Oferecia-lhe quase o dobro do que gastara…
Ouviu-nos atenciosa e comovidamente. Quando terminamos nossas considerações, com a convicção de que seríamos atendido, ele, com os olhos lacrimosos, com velada palidez no rosto, pousou-nos a mão no ombro e disse-nos:
— Ramiro, sinto sinceramente não poder lhe atender e ao governo fluminense. É justíssimo o seu anseio e eu sofro com o que me disse. Mas, eu prometi a mim mesmo destinar o prédio, que você visitou, à sede própria do Grupo Espírita Fé e Esperança, que vai reunir em seu seio todos os espiritistas entrerrienses. Será inaugurado em três de maio do ano vindouro e sua diretoria já foi escolhida e terá como presidente o nosso caro José Vaz, que você conhece e estima. Um grupo espírita bem organizado, qual o que vamos Inaugurar, acredite, é também uma escola, a verdadeira escola, pois que vai ensinar os seus alunos, os adeptos do espiritismo, a ciência do amor, a filosofia do bem, a religião da caridade.
E, surpreendendo-nos mais ainda com o seu gesto, que não esperávamos, terminou, vaticinando:
— Nesta verdadeira escola, creia, um dia, você será um dos nossos. Alguém da espiritualidade, talvez o espírito do Dr. Bezerra de Menezes, um de nossos protetores, está intuindo-me isto…
Saímos.
Nossa alma estava perplexa, aturdida, não encontrando nenhuma justificativa para o ato do Campos, a nosso ver (naquele tempo) antipatriótico; gesto de um ingrato, de um antiprogressista..
E, pelo nosso jornal, no dia seguinte, exprobramos a ação antipatriótica, injustificável mesmo, do Campos. E o fizemos com ardor, com a mente obnubilada pela paixão à causa do ensino.
Lembramo-nos de que até o chamamos, dentre outras coisas injuriosas, de vaso chinês, aludindo ao seu enorme físico de obeso.
Nosso artigo ecoou como uma bomba no meio dos entrerrienses. Uns, mais corajosos, nos aplaudiam. Outros, mais sensatos, se aquietavam, respeitando o ponto de vista do Campos, tolhidos ainda pelos seus exemplos dignificantes de bondade e humildade que ele dava ao povo entrerriense.
Um jornalista, simpático ao espiritismo, procurou-o e se ofereceu para o defender. Excusou-se delicadamente, afirmando:
— Deixe o Ramiro em paz. Sua crítica ao meu espírito sem luz e até ao meu físico disforme me exercita a paciência, ensinando-me a amar e perdoar aos que me ofendem, porque sei que, noutras vidas, fiz mais do que isto, pior do que ele me fez. E um dia, ele me compreenderá.
Soubemos de seu gesto digno de um verdadeiro cristão e ficamos, já aí, doutrinados. Seu gesto era novo para nosso espírito cheio de ilusões, irreligioso, sem nenhum roteiro certo para Deus e abrandou-nos e nos enterneceu, trazendo-nos sinceros remorsos.
E, mais tarde, inesperadamente, nos encontramos.
Abraçou-nos como se nada houvesse acontecido.
E tivemos, então, a felicidade de lhe sentir, de perto, a grandeza do coração e a nobreza do Espírito.
Falou-nos entre amoroso e sensível:
— Não me queira mal. Um dia, você me compreenderá porque não vendi meu prédio ao governo fluminense, que já arranjou o imóvel de que necessitava, não havendo, pois, prejuízo para ninguém. E verificará, afinal, que um grupo espírita bem organizado, qual é o nosso como lhe disse, é uma verdadeira escola. E, despedindo-se e sensificando-nos:
— E não se esqueça de que, um dia, que não está longe, você será um dos nossos…
Abraçamo-lo e o deixamos emocionado.
Seu convívio cristão, ainda que por momentos, nos fizera um bem imenso.
Sentíamos que algo acontecia conosco…
E, aos nossos ouvidos, quando caminhávamos, sozinho, pela rua 15, a caminho do lar, ecoava seu prognóstico, tão absurdo para nós que não tínhamos, nesta época, nenhuma simpatia pelo tal de espiritismo…
Mas uma semente da luz, de seu bom exemplo, nos caíra às leiras do espírito, com vistas ao futuro.
Lindos Casos de Bezerra de Menezes 2
Publicado terça-feira, 19 outubro, 2010 por Adão SallesCategorias: Livros
Etiquetas: lindos casos, Livro
NA TAREFA DA PRÓPRIA SALVAÇÃO
Ramiro Gama
Na sessão pública, de 14 de fevereiro de 1958, do Centro Espírito Luiz Gonzaga, de Pedro Leopoldo, em Minas, pedimos, por escrito, ao espírito do Dr. Bezerra de Menezes que nos dissesse algo a respeito de seus lindos casos, aos quais, humilde e sinceramente, demos a moldura descolorida de nossa palavra escrita, e ele, como sempre modesto e piedoso, atendeu-nos pelo lápis de Chico Xavier, enviando-nos estas palavras de luz, que lhe trazem a grandeza espiritual e que nos recordam os deveres inadiáveis que temos para com o Divino Mestre, que, através dos mais lindos casos da sua passagem pela Terra, vestiu a vida de uma paisagem nova, revelando-nos o amor de Deus e deixando-nos o roteiro salvacionista de sua Boa Nova.
— Meu filho:
É difícil falar acerca de nós mesmos.
Peçamos a Deus nos faça servidores da causa de nosso Divino Mestre, diante de quem somos tão somente espíritos endividados, com inadiáveis imperativos de trabalho na tarefa da própria salvação.
Bezerra.
Todavia os Lindos Casos de Bezerra de Menezes, que, por gratidão e estima, opulentam este livro, registram também lições evangélicas, modalidades cristãs de servir, de amar e viver e valem, por isto, na hora presente, ainda que pobremente emoldurados, por um roteiro seguro, com o qual, espíritos endividados que ainda somos, diante do amigo celeste, poderemos realizar o trabalho de nossa própria salvação.
Com esta intenção sincera, rogamos a Jesus que ilumine mais e mais o espírito do Dr. Bezerra de Menezes e os de quantos, em lendo seus lindos casos, se dêem pressa de realizar a tarefa salvadora, entendendo e praticando, assim, as lições sagradas do Evangelho, o livro da vida e da nossa redenção!



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